A propósito da Madeira tenho visto e ouvido algumas justificações para o défice nas contas da região sendo a mais comum: OBRA.
Se houvesse dívida e não houvesse obra estávamos perante um caso de justiça e não puramente político...
Justificar a dívida com a necessidade é a mais fácil e eleitoralista das justificações.
O ser humano é por definição insatisfeito e as suas necessidade permanentes e intermináveis. Um bom político define prioridades nessas necessidades e gere aquilo que tem sem colocar em causa o futuro. E isto é válido para o poder local bem como para o nacional.
Comparar a dívida da Madeira com a do Continente é pobre justificação também, se as contas do Continente estivessem boas aí sim seria interessante. Mas não estão, estão miseráveis.
O desenvolvimento é um equilíbrio entre o presente e o futuro desde que o passado o permita.
O passado que estamos a deixar para o futuro não permite desenvolvimento.
O que mais me desilude nos partidos políticos é precisamente esta dicotomia, passado e futuro.
O buraco encontrado nas contas do Continente é ignorado pelo PS enquanto faz campanha na Madeira... O PSD que relata casos de desastre financeiro no Continente suporta todos os desmandos na Madeira. Que poder é este que João Jardim tem no PSD???
A semanas das eleições faz inaugurações diárias de obras por concluir e de outras que estão concluídas há meses... Eleitoralismo demagógico do mais inacreditável. Já para não falar nas subvenções dadas pelo governo a meios de comunicação social instrumentalisados descaradamente.
João Jardim tem um problema que passa despercebido no Continente, na Madeira todos sabemos quem manda. Um buraco é um buraco e todos os olhos se centram no carácter ditatorial do Presidente do Governo.
No Continente quem responde por um buraco nas contas de 1000 milhões de Euros??
Se os partidos querem ganhar moral para pedirem sacrifícios aos portugueses devem começar por sacrificar votos e eleições mesmo que sejam locais mas demonstrar sem equívocos que vivemos num país a sério...
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