A implicação da dívida Espanhola e Italiana, que nos últimos dias têm sofrido forte pressão por parte dos mercados internacionais, pode ser uma boa notícia para Portugal.
O mal dos outros não no traz felicidade no entanto já percebemos a nossa falta de poder e influência para sairmos desta situação. As acções que o governo possa ter são muito mais sinalizadas pelas instituições europeias do que pelo mercado.
A solução já tardia, tem de partir da União Europeia. Neste sentido começarmos a ouvir falar de Espanha e Itália deve assustar os líderes Europeus a periferia começa a ter muito peso no todo Europeu.
A resposta dada por estes países é a mesma: "somos diferentes de Portugal", no entanto Portugal também era diferente da Grécia...
terça-feira, 12 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Rating
A descida de rating de ontem não tem justificação...
Arrasa qualquer processo de reentrada no mercado da dívida bem como qualquer esforço acrescido de consolidação de dívida. As medidas suplementares apresentadas pelo governo iam mais além do acordo com a Troika. O objectivo era claro e destinava-se ao exterior, tomar pedidas profilácticas para que não fossemos obrigados a rever os objectivos no final do exercício orçamental. Estas medidas foram recebidas com agrado pelas instâncias competentes que perceberam o comprometimento do país e das forças políticas em cumprir o acordado. Na verdade este foi o único facto importante das duas últimas semanas e que teriam o efeito esperado de aliviar a pressão dos mercados de dívida. Contra todos os factos, a Moody's corta vários níveis de Rating e coloca Portugal sem saída. Porquê? Baseado em que dados?
As 3 principais agências de Rating, todas elas sedeadas no E.U.A., partilham mais de 90% do mercado específico e têm, por falta de concorrência, uma influência desmedida no mercado e na percepção de risco do mesmo. Normalmente não acho que medidas de força por parte de intervenientes de micro dimensão como o nosso país possam surtir qualquer efeito, mas de facto apetece deixar de lhes encomendar notações de risco... o que poderia acontecer?? cortarem-nos o Rating? Infelizmente o presente não se coaduna com o que queremos de futuro e de futuro queremos regressar ao mercado e apresentar percepções de risco simpáticas que nos permitam emitir dívida a juros comportáveis.
Os E.U.A. pelo seu Presidente sugeriu há pouco tempo que teria de ser aprovada uma alteração constitucional para que o país possa endividar-se mais ainda, e dessa forma poder honrar compromisso de curto prazo. A juntar a essa declaração de intenções sabemos que o senado é neste momento de maioria Republicana, fortemente opositora ao aumento do endividamento e opositora de Obama em geral... Rating dos E.U.A.: AAA...
Arrasa qualquer processo de reentrada no mercado da dívida bem como qualquer esforço acrescido de consolidação de dívida. As medidas suplementares apresentadas pelo governo iam mais além do acordo com a Troika. O objectivo era claro e destinava-se ao exterior, tomar pedidas profilácticas para que não fossemos obrigados a rever os objectivos no final do exercício orçamental. Estas medidas foram recebidas com agrado pelas instâncias competentes que perceberam o comprometimento do país e das forças políticas em cumprir o acordado. Na verdade este foi o único facto importante das duas últimas semanas e que teriam o efeito esperado de aliviar a pressão dos mercados de dívida. Contra todos os factos, a Moody's corta vários níveis de Rating e coloca Portugal sem saída. Porquê? Baseado em que dados?
As 3 principais agências de Rating, todas elas sedeadas no E.U.A., partilham mais de 90% do mercado específico e têm, por falta de concorrência, uma influência desmedida no mercado e na percepção de risco do mesmo. Normalmente não acho que medidas de força por parte de intervenientes de micro dimensão como o nosso país possam surtir qualquer efeito, mas de facto apetece deixar de lhes encomendar notações de risco... o que poderia acontecer?? cortarem-nos o Rating? Infelizmente o presente não se coaduna com o que queremos de futuro e de futuro queremos regressar ao mercado e apresentar percepções de risco simpáticas que nos permitam emitir dívida a juros comportáveis.
Os E.U.A. pelo seu Presidente sugeriu há pouco tempo que teria de ser aprovada uma alteração constitucional para que o país possa endividar-se mais ainda, e dessa forma poder honrar compromisso de curto prazo. A juntar a essa declaração de intenções sabemos que o senado é neste momento de maioria Republicana, fortemente opositora ao aumento do endividamento e opositora de Obama em geral... Rating dos E.U.A.: AAA...
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