segunda-feira, 5 de julho de 2010

Do Governo...

Não dá mais... Admirei Socrates durante três anos. A política seguida foi muitas vezes de encontro ás minhas ideias. Sempre fui apoiante de medidas tomadas, tais como: a chamada legalização do Aborto; retirada dos crucifixos das escolas públicas; Casamento Gay etc... A política económica de raiz liberal também. Ao mesmo tempo, retirava espaço de actuação ao PSD que entreteve-se durante 7/8 anos a dar tiros nos pés (mas ao PSD voltaremos noutra ocasião).
No entanto paralelamente a esta linha de actuação, surgiam conflitos estéreis, exponenciados por alguma propensão para o confronto que alguns Ministros, incluindo o Primeiro, pareciam nutrir. As constantes polémicas que envolvem Socrates, desgastaram-no para além do suportável. Mas mais grave que isso é o total desnorte que este governo aparenta. Os ditos e desditos são diários, os passos atrás constantes, a vitimização já não cola nem uma profunda remodelação parece poder reabilitar a credibilidade e confiança. Não dá mais.

Moutinho no Porto?

Confirma-se a transferência de João Moutinho... O grande negócio de já há muitos anos no futebol nacional.
Há vários pontos de vista a analisar.
Eu como Portista, achei um bom negócio e fiquei surpreso apesar de não ser um grande fã do jogador. Para o Porto trata-se da cobertura de uma posição orfã de "EL Comandante" bem como de uma eventual transferência de Raul Meireles.
Aos Sportinguistas fica um amargo de boca compreensível e a recepção ao João Moutinho em Alvalade, pressinto que vá ser histórica.
José E. Bettencourt faz uma despedida brutal ao jogador, do seu ponto de vista compreensível também. O Sporting tentou remendar os prejuízos e tentou vendê-lo para o exterior, o que não conseguiu. Entre mantê-lo até 2014 perdendo um jogador e troca-lo para o Porto por 11 milhões, não se perdeu tudo.
Para o João Moutinho é o concretizar de um desejo antigo de que os dirigentes Sportinguistas tinham pleno conhecimento. Moutinho há muito que queria sair do clube, teve oportunidades mais interessantes a que o clube não atendeu e resolveu esticar a corda. No entanto poderia tê-lo feito de outra forma. Tenho a convicção de que no Porto estas coisas não se passariam assim.

Mais uma vez o futebol...

Passados uns dias da eliminação de Portugal, uma breve análise aos analistas do nosso futebol...
À partida para este Mundial estavamos inseridos no chamado "grupo da morte"...
Muitos analistas consideravam que este mundial seria das equipas africanas, elegiam a Costa do Marfim como a mais forte das selecções.
Da lista de potenciais candidatos à vitória final surgiam meia dúzia de nomes, descontando palpites, à cabeça surgiam sempre: Brasil, crónico candidato e Espanha.
Pois bem, isto era antes do começo do Mundial.
Portugal passou no seu grupo, o "tal". Primeiro jogo, empate contra os Africanos, caiu o carmo e a trindade pela exibição calculista. Sim porque nos primeiros jogos do mundial, a Espanha, Brasil, Itália, Inglaterra, França, etc deram festival. Muitas criticas foram feitas à falta de ambição da selecção, de facto, só era preciso ganhar ao Brasil para eventualmente evitar a Espanha. No "mata-mata" defrontamos a melhor selecção do mundo a actual campeã da Europa e perdemos por 1-0.
Muito se falou da 2ª parte desse jogo e das escolhas de Queiroz, sofremos um golo e presenciamos a principal qualidade da Espanha que é a posse de bola, não se fala da 1ª parte em que as melhores ocasiões de golo foram Lusas.
Resposta de Luís Freitas Lobo á pergunta do Jornalista da TSF em tom jocoso "o que é que aconteceu a Portugal?" O que aconteceu foi futebol. Portugal perdeu por 1-0 contra uma equipa superior.
Por vezes parece simples e é mesmo. No entanto os fantasmas, escãndalos, controvérsias vendem mais jornais, pouco interessando a honestidade intelectual.