O aumento de meia hora de trabalho no sector privado é no meu entender praticamente ineficaz... pela simples razão que na maioria dos casos trata-se apenas de legalizar uma prática já generalizada... Por exemplo: para quem trabalha no sector da banca, meia hora adicional de trabalho "legal" é perfeitamente indiferente... E porque não o aumento do horário da função pública de 35 para 40 horas semanais???
Revisão dos feriados é uma medida que apenas por falta de coragem não tinha sido já implementada. Pelo menos 5 feriados deviam ser extintos por não terem qualquer referência ao estado laico. Não defendo a extinção de todos os feriados religiosos pela simples razão que alguns estão já enraizados na cultura nacional.
- Festa móvel Corpo de Deus-Quinta-feira da 2.ª semana após o Pentecostes (60 dias após a Páscoa).
- 15 de Agosto Assunção de Maria-É a solenidade da Igreja Católica referente à elevação de Maria em corpo e alma à eternidade, para junto de Deus, de forma definitiva.
- 5 de Outubro Implantação da República-Celebra a implantação da República Portuguesa, em 1910, que põe termo à monarquia então vigente.
- 1 de Novembro Todos os Santos-Utilizado para recordar entes falecidos. O Dia dos Fiéis Defuntos é a 2 de Novembro mas, por questões de ordem prática, passou a usar-se o 1 de Novembro para visitar e recordar os falecidos.
- 8 de Dezembro Imaculada Conceição-Padroeira do Reino de Portugal desde 1646.
Pelo menos estes feriados são dispensáveis, outros também seriam mas... enfim, a Concordata parece ter mais poder.
Parece-me positivo o recuo na descida da TSU porque não me parece que tivesse grandes efeitos no emprego. Menos ainda se compensados por uma alteração no já pesado IVA. O emprego só crescerá com um aumento da procura interna e externa... ou seja com o crescimento do PIB. A diminuição dos custos do trabalho geram aumento de lucros e não de emprego.
O reescalonamento da Taxa normal de IVA é brutal para determinados sectores que fazem parte do "tecido turístico". Continua a não haver uma aposta de mudança do paradigma de desenvolvimento.
A suspensão dos 13º e 14º salários é muito dura, demasiado até. Todo o consumo sazonal vai ser brutalmente diminuído... O turismo vai sofrer cortes brutais, bem como o consumo electrodomésticos, mobiliários etc... Poupança impossível de ser feita.
Esperemos que as medidas sejam mesmo necessárias.